A Oliveira é conhecida cientificamente como Olea europaea L., da família das Oleaceae.
São árvores baixas de tronco retorcido nativas da parte oriental do Mar Mediterrâneo.
Com os seus frutos, as azeitonas, os homens no final do período Neolítico aprenderam a extrair o azeite.
Este óleo era utilizado na alimentação e também como unguento e combustível. Por todas estas utilidades decorrentes dos seus frutos a Oliveira tornou-se uma árvore venerada por diversos povos e civilizações.
Considerada símbolo universal da Paz, árvore milenar ou mesmo imortal que lança as suas ramas sobre as civilizações mais antigas, árvore que sacramentava os reis, templos e objectos de culto, a Oliveira parece conservar toda a sabedoria da antiguidade - Jesus chorou na horta das Oliveiras.
Em Portugal encontram-se Oliveiras anteriores à era Cristã com mais de 4000 anos de idade, sendo a Oliveira Galega, uma variedade portuguesa muito rústica predominante na região do Alentejo que melhor suporta as agressividades do clima, desde calor tórrido até neve. Devido ao seu grande porte e sistema radicular explora melhor o terreno e é menos exigente quanto a nutrientes.
Se recorrermos a referências históricas, estas dizem-nos que na Grécia antiga já se falava das Oliveiras.
Durante as disputas pelas terras onde hoje se encontra a cidade de Atenas, Poseidon, com um golpe do seu tridente, teria feito surgir um belo e forte cavalo. A Deusa Palas Atenas, teria então trazido uma Oliveira capaz de produzir óleo para iluminar a noite e suavizar a dor dos feridos, fornecendo alimento rico em sabor e energia.
Vestígios fossilizados de Oliveiras são encontrados em Itália, no Norte da África, em pinturas nas rochas das montanhas do Saara Central - com idade de seis mil a sete mil anos.
Múmias da XX Dinastia do Egipto foram encontradas vestidas com granalhas trançadas de Oliveira. Em Creta foram encontrados registos em relevos e relíquias da época minóica (2.500 a.C.).
Os historiadores estimam que o azeite faz parte da alimentação humana há milhares de anos e que a Oliveira é originária do sul do Cáucaso, das planícies altas do Irão e do litoral mediterrânico da Síria e Palestina, tendo-se expandido posteriormente para o resto do mediterrâneo.
A civilização Minoana, que floresceu na Ilha de Creta até 1500 a.C., prosperou com o comércio do azeite. Já os Gregos, que possivelmente herdaram as técnicas de cultivo da Oliveira dos Minóicos, associavam a árvore à força e à vida. A Oliveira é também citada na Bíblia em várias passagens ( tanto a árvore como os seus produtos ).